Marcos, um engenheiro autônomo de 38 anos, é casado e pai de duas crianças. Em um atendimento, ele relatou estar preocupado com o futuro financeiro de sua família diante de imprevistos: “e se eu me acidentar ou adoecer? Como minha família vai se sustentar?”. Após uma análise 360 graus, seu gerente identifica que Marcos tem boa renda mensal, mas é totalmente dependente dela para arcar com custos mensais, incluindo financiamento do carro e escola dos filhos. Dado esse contexto, a orientação do profissional deveria ser:

Questão

Marcos, um engenheiro autônomo de 38 anos, é casado e pai de duas crianças. Em um atendimento, ele relatou estar preocupado com o futuro financeiro de sua família diante de imprevistos: “e se eu me acidentar ou adoecer? Como minha família vai se sustentar?”. Após uma análise 360 graus, seu gerente identifica que Marcos tem boa renda mensal, mas é totalmente dependente dela para arcar com custos mensais, incluindo financiamento do carro e escola dos filhos. Dado esse contexto, a orientação do profissional deveria ser:

Alternativas

( ) priorizar aplicações financeiras conservadoras para construir um colchão de liquidez e postergar a contratação de seguros.

( ) recomendar um “Seguro de vida temporário”, voltado à proteção de longo prazo, e sugerir o cancelamento do seguro do automóvel para reduzir custos.

( ) sugerir a contratação de seguros como renda protegida, prestamista e educacional, alinhando a proteção financeira às responsabilidades familiares atuais.

92%

( ) indicar a contratação de um “Seguro dotal puro”, com foco exclusivo na formação de poupança futura.

Explicação

Marcos é autônomo (maior risco de perda de renda em caso de doença/acidente, pois não tem a mesma rede de proteção típica de um emprego CLT) e está totalmente dependente da renda mensal para sustentar despesas recorrentes (escola dos filhos) e compromissos financeiros (financiamento do carro). Logo, o principal risco imediato é a interrupção de renda e o não pagamento de dívidas/obrigações, afetando diretamente a família.

Nessa situação, a orientação mais adequada é priorizar proteção (gestão de riscos) antes de focar somente em acumulação:

  1. Renda protegida (diária por incapacidade / invalidez / afastamento): ajuda a substituir parte da renda se ele não puder trabalhar, atacando exatamente a preocupação “como a família vai se sustentar?”.
  2. Seguro prestamista: protege contra inadimplência de financiamentos em eventos como morte/invalidez/incapacidade (dependendo das coberturas), reduzindo o risco de o bem/contrato virar um problema adicional para a família.
  3. Seguro educacional: direcionado a preservar o planejamento da educação dos filhos caso ocorra um evento grave com o provedor.

Analisando as alternativas:

  • Postergar seguros para primeiro formar colchão (aplicações conservadoras): é incompleto, porque o risco de um sinistro pode ocorrer antes de o colchão ficar suficiente; a transferência de risco via seguro costuma ser prioritária quando há dependentes e alta dependência de renda.
  • Seguro de vida temporário “voltado à proteção de longo prazo” + cancelar seguro do automóvel: há incoerência (temporário é por prazo determinado, não “proteção de longo prazo” no sentido de acumulação), e cancelar seguro do carro pode expor a novas perdas patrimoniais; além disso, não endereça diretamente incapacidade temporária/renda.
  • Seguro dotal puro: foca em poupança/benefício futuro, mas não resolve o risco central imediato (interrupção de renda e compromissos mensais).

Portanto, a recomendação correta é estruturar seguros de proteção de renda e responsabilidades atuais, alinhados ao perfil familiar e aos compromissos mensais.

Alternativa correta: (C).

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