Considere a função f(x) = x^2 (ln(x + e) - 1). Com respeito às características do ponto x = 0, é correto afirmar que:

Questão

Considere a função f(x) = x^2 (ln(x + e) - 1). Com respeito às características do ponto x = 0, é correto afirmar que:

Imagem 1

f(x)=x2(ln⁡(x+e)−1)f(x)=x^{2}\bigl(\ln(x+e)-1\bigr)

Alternativas

a) x = 0 é um ponto de máximo local da função f(x).

b) x = 0 é um ponto de máximo da função f(x).

Resposta certa

c) x = 0 é um ponto de inflexão da função f(x).

d) x = 0 não é um ponto crítico da função f(x).

e) x = 0 é um ponto de mínimo local da função f(x).

Explicação

Temos

f(x)=x2 (ln⁡(x+e)−1),domıˊnio: x>−e. f(x)=x^2\,(\ln(x+e)-1),\quad \text{domínio: } x>-e.

1) Verificar se x=0x=0 é ponto crítico

Derivando (regra do produto):

f′(x)=2x(ln⁡(x+e)−1)+x2⋅1x+e. f'(x)=2x(\ln(x+e)-1)+x^2\cdot\frac{1}{x+e}.

Em x=0x=0:

f′(0)=2⋅0 (ln⁡(e)−1)+02⋅1e=0. f'(0)=2\cdot 0\,(\ln(e)-1)+0^2\cdot\frac{1}{e}=0.

Logo, x=0x=0 é ponto crítico. Portanto, a alternativa (d) é falsa.

2) Classificar o ponto x=0x=0 via derivada segunda

Vamos calcular f′′(0)f''(0) (basta derivar f′(x)f'(x) e avaliar em 0).

Escreva

f′(x)=2x(ln⁡(x+e)−1)+x2x+e. f'(x)=2x(\ln(x+e)-1)+\frac{x^2}{x+e}.

Derivando o primeiro termo:

ddx[2x(ln⁡(x+e)−1)]=2(ln⁡(x+e)−1)+2x⋅1x+e.\frac{d}{dx}\bigl[2x(\ln(x+e)-1)\bigr]=2(\ln(x+e)-1)+2x\cdot\frac{1}{x+e}.

Derivando o segundo termo (quociente):

ddx(x2x+e)=2x(x+e)−x2(x+e)2=x2+2ex(x+e)2.\frac{d}{dx}\left(\frac{x^2}{x+e}\right)=\frac{2x(x+e)-x^2}{(x+e)^2}=\frac{x^2+2ex}{(x+e)^2}.

Assim,

f′′(x)=2(ln⁡(x+e)−1)+2xx+e+x2+2ex(x+e)2. f''(x)=2(\ln(x+e)-1)+\frac{2x}{x+e}+\frac{x^2+2ex}{(x+e)^2}.

Avaliando em x=0x=0:

f′′(0)=2(ln⁡(e)−1)+0+0=2(1−1)=0. f''(0)=2(\ln(e)-1)+0+0=2(1-1)=0.

Como f′′(0)=0f''(0)=0, o teste usual de mínimo/máximo pela segunda derivada é inconclusivo.

3) Verificar concavidade (sinal de f′′f'') perto de 00

Vamos analisar f′′(x)f''(x) para xx pequeno. Defina u=x+eu=x+e e use que

ln⁡(e+x)=ln⁡(e(1+x/e))=1+ln⁡(1+x/e).\ln(e+x)=\ln\bigl(e(1+x/e)\bigr)=1+\ln(1+x/e).

Logo,

2(ln⁡(e+x)−1)=2ln⁡(1+x/e).2(\ln(e+x)-1)=2\ln(1+x/e).

Para ∣x∣|x| pequeno, vale a expansão

ln⁡(1+t)=t−t22+O(t3).\ln(1+t)=t-\frac{t^2}{2}+O(t^3).

Com t=x/et=x/e:

2ln⁡(1+x/e)=2(xe−x22e2+O(x3))=2xe−x2e2+O(x3).2\ln(1+x/e)=2\left(\frac{x}{e}-\frac{x^2}{2e^2}+O(x^3)\right)=\frac{2x}{e}-\frac{x^2}{e^2}+O(x^3).

Além disso,

2xx+e=2xe⋅11+x/e=2xe(1−xe+O(x2))=2xe−2x2e2+O(x3),\frac{2x}{x+e}=\frac{2x}{e}\cdot\frac{1}{1+x/e}=\frac{2x}{e}\left(1-\frac{x}{e}+O(x^2)\right)=\frac{2x}{e}-\frac{2x^2}{e^2}+O(x^3),

e

x2+2ex(x+e)2=2ex+x2e2⋅1(1+x/e)2=(2xe+x2e2)(1−2xe+O(x2))=2xe−3x2e2+O(x3).\frac{x^2+2ex}{(x+e)^2}=\frac{2ex+x^2}{e^2}\cdot\frac{1}{(1+x/e)^2}= \left(\frac{2x}{e}+\frac{x^2}{e^2}\right)\left(1-\frac{2x}{e}+O(x^2)\right)=\frac{2x}{e}-\frac{3x^2}{e^2}+O(x^3).

Somando as três partes:

f′′(x)=(2xe+2xe+2xe)+(−x2e2−2x2e2−3x2e2)+O(x3)=6xe−6x2e2+O(x3). f''(x)=\left(\frac{2x}{e}+\frac{2x}{e}+\frac{2x}{e}\right)+\left(-\frac{x^2}{e^2}-\frac{2x^2}{e^2}-\frac{3x^2}{e^2}\right)+O(x^3) =\frac{6x}{e}-\frac{6x^2}{e^2}+O(x^3).

O termo dominante perto de 0 é linear:

f′′(x)≈6ex. f''(x)\approx \frac{6}{e}x.

Portanto:

  • se x<0x<0 (próximo de 0), f′′(x)<0f''(x)<0 → concavidade para baixo;
  • se x>0x>0 (próximo de 0), f′′(x)>0f''(x)>0 → concavidade para cima.

Como a concavidade muda ao atravessar x=0x=0, concluímos que x=0x=0 é ponto de inflexão.

Além disso, como f′(0)=0f'(0)=0, é um ponto de inflexão com tangente horizontal.

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