“[...] As variações diatópicas ou regionais, especialmente as nordestinas, têm sido bastante utilizadas em novelas e programas humorísticos da televisão, porém, sempre com um sentido conotativo e pejorativo, com exageros que levam esses falares ao ridículo, face à variante padrão ou aos falares do Rio de Janeiro e São Paulo. A esse falar regional junta-se sempre a variante social demarcadora de pessoas incultas, de sócio-econômico-cultural menos favorecido ou, ainda, de ‘novos ricos’, que ascenderam socialmente, sem que essa ascensão tenha se dado, também, no nível cultural. Assim, é necessário que essa tendência de menosprezar as variantes regionais e populares seja detida e isto tem que ser feito a partir de um maior conhecimento linguístico dessas variações por parte de pessoas detentoras de certa influência nos meios de comunicação de massa ou dos professores do ensino Fundamental e Médio, que têm uma faixa bastante forte de atuação na comunidade, através de seus alunos [...]” (ARAGÃO, 2010, p. 39). Acerca das variantes diatópicas, analise as afirmativa a seguir: I. São motivo de preconceito, reforçando a ideia de que o falante assim o faz por ser inculto e não dominar as formas de expressão na língua. II. Reforçam a ideia de superioridade socioeconômica entre os grupos de falantes de uma variante em relação à outra. III. Mostram que as variantes regionais, como a nordestina, são melhores, pois figuram nas mídias sociais. IV. A escola menospreza as variantes regionais, por meio dos professores do Ensino Fundamental e Médio. É correto o que se afirma em:

Questão

“[...] As variações diatópicas ou regionais, especialmente as nordestinas, têm sido bastante utilizadas em novelas e programas humorísticos da televisão, porém, sempre com um sentido conotativo e pejorativo, com exageros que levam esses falares ao ridículo, face à variante padrão ou aos falares do Rio de Janeiro e São Paulo.

A esse falar regional junta-se sempre a variante social demarcadora de pessoas incultas, de sócio-econômico-cultural menos favorecido ou, ainda, de ‘novos ricos’, que ascenderam socialmente, sem que essa ascensão tenha se dado, também, no nível cultural.

Assim, é necessário que essa tendência de menosprezar as variantes regionais e populares seja detida e isto tem que ser feito a partir de um maior conhecimento linguístico dessas variações por parte de pessoas detentoras de certa influência nos meios de comunicação de massa ou dos professores do ensino Fundamental e Médio, que têm uma faixa bastante forte de atuação na comunidade, através de seus alunos [...]” (ARAGÃO, 2010, p. 39).

Acerca das variantes diatópicas, analise as afirmativa a seguir:

I. São motivo de preconceito, reforçando a ideia de que o falante assim o faz por ser inculto e não dominar as formas de expressão na língua.

II. Reforçam a ideia de superioridade socioeconômica entre os grupos de falantes de uma variante em relação à outra.

III. Mostram que as variantes regionais, como a nordestina, são melhores, pois figuram nas mídias sociais.

IV. A escola menospreza as variantes regionais, por meio dos professores do Ensino Fundamental e Médio.

É correto o que se afirma em:

Alternativas

Alternativa 1: I e II, apenas.

90%

Alternativa 2: II e III, apenas.

Alternativa 3: III, apenas.

Alternativa 4: I e III, apenas.

Alternativa 5: IV, apenas.

Explicação

O texto de Aragão (2010) critica o uso de variantes diatópicas (regionais), especialmente nordestinas, na TV de modo pejorativo, com exageros que levam ao ridículo quando comparadas à variante padrão ou a falares de RJ e SP. Além disso, esse “falar regional” costuma ser associado a uma variante social que marca pessoas vistas como incultas, de menor prestígio socioeconômico-cultural ou “novos ricos” sem ascensão cultural. O autor defende que essa tendência de menosprezo deve ser detida por meio de maior conhecimento linguístico, especialmente por influenciadores da mídia e por professores.

Analisando as afirmativas:

I. Verdadeira. O trecho afirma que essas variantes regionais aparecem com sentido “conotativo e pejorativo”, levando ao ridículo e associando o falante à ideia de pessoa “inculta”/sem domínio cultural. Isso caracteriza preconceito linguístico.

II. Verdadeira. O texto estabelece contraste entre a variante regional e a variante padrão ou falares de RJ/SP, que ocupam posição de maior prestígio; além disso, associa o falar regional a grupos socioeconomicamente menos favorecidos. Isso reforça hierarquias e a noção de superioridade social/econômica de certos grupos.

III. Falsa. O texto não diz que variantes regionais “são melhores” por aparecerem em mídias; ao contrário, denuncia que aparecem frequentemente de forma ridicularizada e pejorativa.

IV. Falsa. O autor não afirma que a escola (nem os professores) menospreza necessariamente as variantes regionais; ele afirma que a mudança deve passar também por professores, por terem influência na comunidade, para deter essa tendência social/midiática de menosprezo. Ou seja, professores são mencionados como parte da solução, não como causa obrigatória do problema.

Logo, estão corretas apenas I e II.

Alternativa correta: (1).

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