Lutyens foi um arquiteto que sabia de fato o que significava a linguagem clássica. Ao mesmo tempo em que amava as ordens, obedecia a elas e as desafiava. E se a compreensão da regra é um dos fatores essenciais na criação dos grandes edifícios clássicos, o desafio à regra é outro. Analisando as afirmações de John Summerson e as ilustrações a seguir da obra do arquiteto inglês Edwin Landseer Lutyens (1869-1944), conclui-se:

Questão

Lutyens foi um arquiteto que sabia de fato o que significava a linguagem clássica. Ao mesmo tempo em que amava as ordens, obedecia a elas e as desafiava. E se a compreensão da regra é um dos fatores essenciais na criação dos grandes edifícios clássicos, o desafio à regra é outro. Analisando as afirmações de John Summerson e as ilustrações a seguir da obra do arquiteto inglês Edwin Landseer Lutyens (1869-1944), conclui-se:

Alternativas

A) para que um edifício possa ser considerado clássico, é imperativo que obedeça às regras estabelecidas por Alberti a partir da interpretação do Tratado de Vitrúvio.

B) no Classicismo, a relação com a Antiguidade concretiza-se não como cópia, e sim como criação a partir da compreensão das regras, como ilustra a atitude projetual de Lutyens.

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C) Lutyens era um rebelde, por isso sua arquitetura não pode ser considerada clássica.

D) o desafio às regras, característico da obra de Lutyens, faz com que a obra do arquiteto não seja considerada clássica, e sim como uma das obras mais representativas do barroco inglês.

E) Lutyens foi o primeiro arquiteto inglês a desafiar as regras do Tratado de Vitrúvio e a abandonar a linguagem clássica como expressão nos seus projetos.

Explicação

O enunciado (a partir de John Summerson) afirma que Lutyens “amava as ordens”, “obedecia a elas” e também “as desafiava”. Isso caracteriza uma postura clássica no sentido erudito: conhecer profundamente o vocabulário (ordens, proporções, composição) para então operar com ele de modo criativo, inclusive tensionando regras.

Analisando as alternativas:

  • A é excessivamente rígida e específica: não é “imperativo” seguir Alberti/Vitrúvio ao pé da letra para que algo seja clássico; o próprio texto diz que o desafio à regra também é parte do fazer clássico.
  • C e D contradizem diretamente o enunciado: desafiar regras não elimina o caráter clássico; e não transforma automaticamente a obra em “barroco inglês”.
  • E é factualmente e conceitualmente problemática: Lutyens não “abandona” a linguagem clássica; ao contrário, ele a utiliza com domínio e variações.

A alternativa B sintetiza exatamente a conclusão do trecho: o Classicismo não se reduz à cópia da Antiguidade, mas pode ser criação fundada na compreensão das regras, o que a obra de Lutyens exemplifica (como sugerem as imagens do conjunto em Nova Délhi, com linguagem clássica reinterpretada).

Alternativa correta: (B).

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