Assinale a alternativa cujo espaço em branco pode ser preenchido corretamente tanto com “a” quanto com “à”, de acordo com a norma-padrão.

Questão

Assinale a alternativa cujo espaço em branco pode ser preenchido corretamente tanto com “a” quanto com “à”, de acordo com a norma-padrão.

Alternativas

(A) Tudo que aconteceu na festa foi reportado ____ imprensa local.

(B) Não devo favores ____ ninguém que reivindica esse direito.

62%

(C) Devo confessar ____ todas as pessoas amigas que jamais cometeria tal delito.

(D) De sol ____ sol, os lavradores cuidam da plantação sagrada daquela região.

(E) Não gostaria que você se referisse ____ nossa conduta da maneira como o fez.

Explicação

Para que o espaço possa ser preenchido tanto por “a” quanto por “à”, a regência deve permitir duas construções corretas:

  • “a” = apenas preposição (sem artigo)
  • “à” = preposição a + artigo feminino a (crase)

Analisando as alternativas:

(A) “reportado ____ imprensa” → o usual é à imprensa (a + a). Com apenas a imprensa fica estranho para a norma-padrão (“reportado a imprensa” não é o padrão). Não serve.

(B) “Não devo favores ____ ninguém...” → o verbo dever (no sentido de “estar devendo”) admite duas regências na prática culta:

  • dever algo a alguém: “Não devo favores a ninguém.” (preposição sem artigo)
  • dever algo a + artigo quando o termo seguinte pede artigo feminino: “Não devo favores à (a + a) ninguém” é possível quando se elide/entende um núcleo feminino implícito (ex.: “à pessoa/à criatura/à alma de ninguém”), construção menos direta, mas gramaticalmente admissível em provas ao considerar a possibilidade formal de crase diante de substantivo feminino subentendido. Assim, é a alternativa que comporta as duas grafias na lógica normativa de provas.

(C) “confessar ____ todas as pessoas” → “confessar” é transitivo direto (confessar algo), e “a” aqui seria preposição exigida por outra estrutura; além disso, “à todas” é incorreto (crase não ocorre antes de “todas” no plural: seria “a todas”). Não serve.

(D) “De sol ____ sol” → expressão fixa: de sol a sol (sem crase). “de sol à sol” é incorreto. Não serve.

(E) “referisse ____ nossa conduta” → o verbo “referir-se” exige preposição a; como há possessivo feminino (“nossa conduta”), pela norma, a crase é facultativa: pode ser a nossa conduta ou à nossa conduta. Isso parece candidato, porém a construção correta é “referir-se a algo”, mas aqui o trecho “referisse ____ nossa conduta” costuma vir com a/à, e a crase realmente pode ser facultativa antes de possessivo feminino. Ainda assim, o item pede que o espaço possa ser preenchido corretamente tanto com “a” quanto com “à”; o caso clássico e indiscutível de facultatividade é antes de possessivo feminino, então (E) também seria muito forte. Entretanto, a frase completa “referisse ____ nossa conduta da maneira como o fez” sugere “referir-se à nossa conduta” como referência específica; com “a” também é correto. Logo, a melhor resposta, pela regra objetiva de crase facultativa antes de possessivo, seria (E).

Correção final (regra mais direta e cobrada): a crase é facultativa antes de pronome possessivo feminino: “a nossa conduta” / “à nossa conduta”.

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