Suponha que a função T(x,y) = ln(x + y). Em que T é a medida em graus Celsius e x e y são medidos em metros, representa uma distribuição de temperatura no plano xy. Calcule a derivada direcional da temperatura no ponto P(1,1) e na direção do vetor unitário (cos(π/6))i + (sen(π/6))j. Qual a direção de maior crescimento da temperatura e a taxa máxima de variação da temperatura no ponto P(1,1)?

Questão

Suponha que a função T(x,y) = ln(x + y). Em que T é a medida em graus Celsius e x e y são medidos em metros, representa uma distribuição de temperatura no plano xy. Calcule a derivada direcional da temperatura no ponto P(1,1) e na direção do vetor unitário (cos(π/6))i + (sen(π/6))j. Qual a direção de maior crescimento da temperatura e a taxa máxima de variação da temperatura no ponto P(1,1)?

Resposta

Derivada direcional em P(1,1)P(1,1) na direção u=(cos⁡π6)i+(\senπ6)j\mathbf{u}=(\cos\frac{\pi}{6})\mathbf{i}+(\sen\frac{\pi}{6})\mathbf{j}: DuT(1,1)=3+14D_{\mathbf{u}}T(1,1)=\dfrac{\sqrt{3}+1}{4}. Direção de maior crescimento: na direção do gradiente ∇T(1,1)\nabla T(1,1) (vetor unitário 12(1,1)\frac{1}{\sqrt{2}}(1,1)). Taxa máxima de variação em P(1,1)P(1,1): ∥∇T(1,1)∥=12\|\nabla T(1,1)\|=\dfrac{1}{\sqrt{2}}.

Explicação

Temos T(x,y)=ln⁡(x+y)T(x,y)=\ln(x+y). O gradiente é

∇T(x,y)=(∂T∂x,∂T∂y).\nabla T(x,y)=\left(\frac{\partial T}{\partial x},\frac{\partial T}{\partial y}\right).

Como ddzln⁡z=1z\frac{d}{dz}\ln z=\frac{1}{z} e z=x+yz=x+y, então

∂T∂x=1x+y,∂T∂y=1x+y.\frac{\partial T}{\partial x}=\frac{1}{x+y},\qquad \frac{\partial T}{\partial y}=\frac{1}{x+y}.

Logo,

∇T(x,y)=(1x+y,1x+y).\nabla T(x,y)=\left(\frac{1}{x+y},\frac{1}{x+y}\right).

No ponto P(1,1)P(1,1), temos x+y=2x+y=2, então

∇T(1,1)=(12,12).\nabla T(1,1)=\left(\frac12,\frac12\right).

A direção dada é o vetor unitário

u=(cos⁡π6,sin⁡π6)=(32,12).\mathbf{u}=\left(\cos\frac{\pi}{6},\sin\frac{\pi}{6}\right)=\left(\frac{\sqrt3}{2},\frac12\right).

A derivada direcional é o produto escalar:

DuT(1,1)=∇T(1,1)⋅u=(12,12)⋅(32,12)=12⋅32+12⋅12=34+14=3+14.D_{\mathbf{u}}T(1,1)=\nabla T(1,1)\cdot \mathbf{u} =\left(\frac12,\frac12\right)\cdot\left(\frac{\sqrt3}{2},\frac12\right) =\frac12\cdot\frac{\sqrt3}{2}+\frac12\cdot\frac12 =\frac{\sqrt3}{4}+\frac14 =\frac{\sqrt3+1}{4}.

Direção de maior crescimento e taxa máxima: A temperatura cresce mais rapidamente na direção do gradiente. Em P(1,1)P(1,1), o gradiente é proporcional a (1,1)(1,1); como direção unitária, fica

∇T^(1,1)=∇T(1,1)∥∇T(1,1)∥.\widehat{\nabla T}(1,1)=\frac{\nabla T(1,1)}{\|\nabla T(1,1)\|}.

Calculando a norma:

∥∇T(1,1)∥=(12)2+(12)2=14+14=12=12.\|\nabla T(1,1)\|=\sqrt{\left(\frac12\right)^2+\left(\frac12\right)^2}=\sqrt{\frac14+\frac14}=\sqrt{\frac12}=\frac{1}{\sqrt2}.

Então a direção unitária de maior crescimento é

∇T^(1,1)=(12,12)12=(12,12).\widehat{\nabla T}(1,1)=\frac{(\frac12,\frac12)}{\frac{1}{\sqrt2}}=\left(\frac{1}{\sqrt2},\frac{1}{\sqrt2}\right).

E a taxa máxima de variação em P(1,1)P(1,1) é justamente

max⁡DuT(1,1)=∥∇T(1,1)∥=12.\max D_{\mathbf{u}}T(1,1)=\|\nabla T(1,1)\|=\frac{1}{\sqrt2}.

Alternativa correta: (sem alternativas).

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