Matheus é um investidor conservador que pretende morar fora do Brasil em até cinco anos. Ele concentra seus investimentos em renda fixa pós-fixada com liquidez diária, especialmente em Tesouro Selic. Ao buscar alternativas similares nos Estados Unidos, Vanessa, a especialista em investimentos que o atende, explicou que o mercado americano é dominado por títulos pré-fixados, mas ainda existem alternativas para seguir a taxa básica de juros local. Diante desse cenário, a especialista Vanessa deve esclarecer que:

Questão

Matheus é um investidor conservador que pretende morar fora do Brasil em até cinco anos. Ele concentra seus investimentos em renda fixa pós-fixada com liquidez diária, especialmente em Tesouro Selic. Ao buscar alternativas similares nos Estados Unidos, Vanessa, a especialista em investimentos que o atende, explicou que o mercado americano é dominado por títulos pré-fixados, mas ainda existem alternativas para seguir a taxa básica de juros local. Diante desse cenário, a especialista Vanessa deve esclarecer que:

Alternativas

( ) títulos do Tesouro americano de curto prazo (os Treasury Bills) são uma das alternativas mais próximas ao que Matheus tem no Brasil, porque oferecem alta segurança, liquidez e rendimento atrelado às taxas básicas de juros dos EUA.

90%

( ) os títulos corporativos high yield são equivalentes aos CDBs pós-fixados, porque também oferecem retornos mais elevados e liquidez, com o diferencial de serem protegidos contra o risco cambial.

( ) para replicar os CDBs brasileiros, o ideal é buscar ETFs de renda fixa que investem em crédito privado e sejam emitidos por empresas multinacionais, tenham vencimento curto e isenção de Imposto de Renda para não residentes.

( ) bonds de longo prazo indexados à inflação são a alternativa mais conservadora e adequada para quem busca liquidez, porque protegem o investidor do câmbio e da oscilação dos juros americanos no curto prazo.

Explicação

  1. O que Matheus busca (equivalente ao Tesouro Selic):
  • Alta segurança (risco soberano);
  • Alta liquidez/baixo risco de oscilação de preço, por ser algo “de curto prazo”;
  • Rentabilidade que acompanhe de perto a taxa básica de juros (no Brasil, a Selic).
  1. Como isso aparece nos EUA:
  • Nos EUA, a maior parte dos títulos do Tesouro tem taxa prefixada, mas os títulos de curtíssimo prazo (especialmente Treasury Bills – T-Bills) tendem a ter baixa volatilidade e seu yield (taxa negociada) fica muito próximo do nível das taxas de curto prazo definidas/ancoradas pela política monetária (Fed), funcionando, na prática, como uma alternativa conservadora para “seguir” os juros de curto prazo.
  • Além disso, T-Bills têm altíssima liquidez e são considerados entre os ativos de menor risco de crédito do mundo (Tesouro dos EUA).
  1. Por que as demais estão erradas:
  • High yield corporativo: envolve alto risco de crédito, pode ter forte oscilação de preço e não é “protegido contra risco cambial” por natureza.
  • ETFs de crédito privado com isenção para não residentes: não existe essa equivalência simples; ETFs podem ter risco de mercado e crédito, e isenção de IR não é regra geral como a alternativa sugere.
  • Bonds longos indexados à inflação (TIPS): apesar de protegerem contra inflação em USD, não são os mais líquidos/estáveis no curto prazo; títulos longos sofrem muito com variações de juros (duration alta) e não protegem automaticamente do câmbio.

Conclusão: a orientação mais adequada, conservadora e próxima do comportamento “pós-fixado/juros de curto prazo” é apontar os Treasury Bills (títulos do Tesouro americano de curto prazo).

Alternativa correta: (A).

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