Para Platão, o que havia de verdadeiro em Parmênides era que o objeto de conhecimento era um objeto de razão e não de sensação; era preciso estabelecer uma relação entre as ideias e o objeto sensível, de modo que as ideias tornassem-se na sua mente o primeiro em detrimento do segundo. De acordo com o texto, como Platão situa a relação entre razão e sensação?
Questão
Para Platão, o que havia de verdadeiro em Parmênides era que o objeto de conhecimento era um objeto de razão e não de sensação; era preciso estabelecer uma relação entre as ideias e o objeto sensível, de modo que as ideias tornassem-se na sua mente o primeiro em detrimento do segundo. De acordo com o texto, como Platão situa a relação entre razão e sensação?
Tabela: Formas de governo — colunas: Aristocracia | Monarquia | Democracia. Linha “Característica”: "Poder dos melhores" | "Poder de uma pessoa" | "Poder do povo". Linha “Formas degeneradas”: "Oligarquia" | "Tirania" | "Demagogia".
Alternativas
a) Estabelecendo um abismo intransponível entre as duas.
b) Privilegiando os sentidos e subordinando a razão ao conhecimento sensível.
c) Afirmando que a razão é capaz de gerar conhecimento, mas a sensação não.
d) Afirmando que a razão e a sensação são inseparáveis.
e) Rejeitando a posição de Parmênides de que a sensação é superior à razão.
Explicação
O texto afirma que, para Platão, “o objeto de conhecimento é um objeto de razão e não de sensação”. Isso significa que o conhecimento verdadeiro não é obtido pelos sentidos (sensação), mas pelo intelecto (razão), pois é a razão que apreende as Ideias (formas) como realidades mais fundamentais.
Além disso, o enunciado diz que é preciso “estabelecer uma relação entre as ideias e o objeto sensível” para que, na mente, “as ideias tornem-se o primeiro em detrimento do segundo”. Ou seja, o sensível até se relaciona com as Ideias, mas fica subordinado: ele não é a fonte do conhecimento verdadeiro, apenas algo inferior em relação ao inteligível.
Logo, a relação entre razão e sensação é de hierarquia: a razão produz conhecimento verdadeiro; a sensação, não.
Alternativa correta: (c).