Considerando a admissão do paciente na SRPA, identifique as prioridades da avaliação de enfermagem segundo a abordagem ABCDE, relacionando os principais achados clínicos apresentados no caso.

Questão

Considerando a admissão do paciente na SRPA, identifique as prioridades da avaliação de enfermagem segundo a abordagem ABCDE, relacionando os principais achados clínicos apresentados no caso.

Resposta

78%

Na admissão do paciente na SRPA, as prioridades da avaliação de enfermagem pela abordagem ABCDE são:

Explicação

Como a questão não trouxe o caso clínico (sinais vitais, queixas, tipo de cirurgia/anestesia, dispositivos, achados no exame físico), não dá para “relacionar os principais achados apresentados no caso”. Ainda assim, seguem as prioridades do ABCDE na SRPA e exemplos de achados clínicos típicos que você deve procurar/registrar — depois, se você me enviar o caso, eu faço a relação direta item a item.

A — Airway (Via aérea) + proteção cervical quando aplicável

Prioridade: garantir via aérea pérvia e proteção contra broncoaspiração. Avaliar:

  • Responsividade/nível de consciência (capacidade de manter via aérea).
  • Presença de roncos, estridor, gargarejo, voz abafada.
  • Se há corpo estranho/secreções/vômitos.
  • Dispositivos: cânula orofaríngea/nasofaríngea, TOT, máscara laríngea, traqueostomia.

Principais achados (exemplos comuns na SRPA):

  • Obstrução por queda de língua em paciente sonolento.
  • Secreção espessa ou vômito em orofaringe.
  • Estridor/edema de glote (pós-extubação).

Condutas de enfermagem (exemplos): reposicionar cabeça (elevação do queixo/jaw thrust), aspirar vias aéreas, manter cabeceira elevada quando indicado, preparar suporte ventilatório e comunicar imediatamente a equipe em sinais de obstrução.

B — Breathing (Respiração)

Prioridade: garantir ventilação/oxigenação adequadas. Avaliar:

  • FR, padrão respiratório, uso de musculatura acessória.
  • Saturação periférica (SpO₂) e necessidade de O₂.
  • Ausculta pulmonar (sibilos, roncos, murmúrio diminuído).
  • Expansibilidade torácica simétrica.
  • Cor da pele/mucosas, sinais de hipóxia/hipercapnia.

Principais achados (exemplos):

  • Hipoventilação por opioide/sedação residual.
  • Dessaturação por atelectasia (muito comum no pós-operatório).
  • Broncoespasmo (sibilância) ou secreções (roncos).

Condutas (exemplos): O₂ conforme prescrição/protocolo, estimular respiração profunda (quando acordado), posicionamento, monitorização contínua, checar equipamento (cateter, máscara, circuito), acionar equipe se SpO₂ baixa persistente ou esforço respiratório.

C — Circulation (Circulação)

Prioridade: perfusão tecidual e controle de sangramento/choque. Avaliar:

  • PA, FC, ritmo (monitor cardíaco), perfusão periférica (tempo de enchimento capilar), temperatura/coloração de extremidades.
  • Estado volêmico: diurese (se houver sonda), balanço hídrico, perdas em drenos.
  • Sítio cirúrgico/curativos: sangramento ativo, hematoma, saturação do curativo.
  • Acesso venoso pérvio (infiltração, extravasamento) e infusões.

Principais achados (exemplos):

  • Hipotensão e taquicardia (hipovolemia/sangramento).
  • Bradicardia/hipotensão (efeito anestésico, bloqueio neuraxial, vagal).
  • Curativo encharcado/dreno com débito elevado.

Condutas (exemplos): reavaliar PA/FC em intervalo curto, checar sangramento/drenos, elevar membros se indicado, garantir acesso venoso funcionante, comunicar sinais de choque/hemorragia imediatamente.

D — Disability (Déficit neurológico)

Prioridade: identificar rebaixamento neurológico e causas reversíveis (hipóxia, hipoglicemia, efeito de drogas, AVC, convulsão). Avaliar:

  • Consciência (AVPU ou Glasgow), orientação, agitação/delirium.
  • Pupilas (tamanho, simetria, fotorreação) quando pertinente.
  • Dor (escala numérica, comportamental) e resposta a analgésicos.
  • Náuseas/vômitos (risco de aspiração e instabilidade).
  • Glicemia capilar se alteração do sensório ou risco.

Principais achados (exemplos):

  • Sonolência excessiva com respiração deprimida (sedação residual/opioide).
  • Agitação/confusão (hipóxia, dor, retenção urinária, delirium).
  • Dor intensa e sinais autonômicos (taquicardia/hipertensão).

Condutas (exemplos): reorientação e medidas de segurança, avaliação e tratamento da dor conforme prescrição, checar glicemia se indicado, monitorar efeitos adversos de opioides/sedativos e comunicar.

E — Exposure/Environment (Exposição e ambiente)

Prioridade: identificar problemas “escondidos” e prevenir hipotermia/lesões. Avaliar:

  • Expor de forma controlada para inspecionar pele, curativos, drenos, pontos de pressão.
  • Temperatura corporal, tremores.
  • Integridade de pele (lesão por pressão), sangramentos ocultos.
  • Dispositivos: SVD, drenos, cateteres, bombas, imobilizações.

Principais achados (exemplos):

  • Hipotermia e tremores (frequentes no pós-operatório).
  • Lesões cutâneas por posicionamento.
  • Sangramento não percebido sob campos/lençóis.

Condutas (exemplos): aquecimento ativo/passivo, manter privacidade, checar e fixar dispositivos, prevenir queda e LPP, registrar achados e intervenções.


Para eu “relacionar com os achados do caso” (como a questão pede)

Envie o enunciado completo do caso com pelo menos:

  • cirurgia/anestesia realizada, tempo de procedimento;
  • sinais vitais na admissão (PA/FC/FR/SpO₂/T);
  • nível de consciência, dor, náuseas/vômitos;
  • oxigenoterapia/dispositivos (TOT/Máscara laríngea/cânula/drenos/SVD);
  • curativo e débito de drenos.

Com esses dados, eu devolvo a resposta já organizada em A-B-C-D-E com os achados específicos e as prioridades imediatas.

Alternativa correta: (sem alternativas).

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