Uma reportagem do G1 mostrou que perfis no TikTok exaltam Adolf Hitler e o nazismo, tanto de forma explícita quanto por meio de mecanismos de disfarce. Segundo as pesquisadoras Liriam Sponholz e Yasmin Curzi, especialistas em discurso de ódio, grupos neonazistas e supremacistas utilizam códigos para driblar a moderação da plataforma e tentar evitar responsabilização por apologia. Elas afirmam que, embora os propagadores de ódio tentem se esconder por trás de sinais, ainda assim fazem apologia ao nazismo. A maioria das postagens utiliza hashtags, emojis e siglas para fazer referência à ideologia, embora existam também conteúdos explícitos. Segundo elas, o material codificado é o que pesquisadores chamam de "dog whistle" ("apito de cachorro"): um sinal de duplo sentido que passa despercebido para a maioria das pessoas, mas é reconhecido por quem tem familiaridade com a referência. A estratégia ainda permite manter certa negação plausível, explica Liriam Sponholz. Disponível em: https://g1.globo.com. Acesso em: 25 jun. 2026. Ao empregar recursos como hashtags, siglas e emojis, os grupos mencionados no texto recorrem a uma estratégia de influência baseada na
Questão
Uma reportagem do G1 mostrou que perfis no TikTok exaltam Adolf Hitler e o nazismo, tanto de forma explícita quanto por meio de mecanismos de disfarce. Segundo as pesquisadoras Liriam Sponholz e Yasmin Curzi, especialistas em discurso de ódio, grupos neonazistas e supremacistas utilizam códigos para driblar a moderação da plataforma e tentar evitar responsabilização por apologia. Elas afirmam que, embora os propagadores de ódio tentem se esconder por trás de sinais, ainda assim fazem apologia ao nazismo.
A maioria das postagens utiliza hashtags, emojis e siglas para fazer referência à ideologia, embora existam também conteúdos explícitos.
Segundo elas, o material codificado é o que pesquisadores chamam de "dog whistle" ("apito de cachorro"): um sinal de duplo sentido que passa despercebido para a maioria das pessoas, mas é reconhecido por quem tem familiaridade com a referência. A estratégia ainda permite manter certa negação plausível, explica Liriam Sponholz.
Disponível em: https://g1.globo.com. Acesso em: 25 jun. 2026.
Ao empregar recursos como hashtags, siglas e emojis, os grupos mencionados no texto recorrem a uma estratégia de influência baseada na
Alternativas
A) substituição da argumentação racional por recursos humorísticos.
B) construção de mensagens acessíveis apenas a um público iniciado.
C) ampliação do alcance de conteúdos por meio da linguagem técnica.
D) valorização da ambiguidade para incentivar múltiplas interpretações.
E) simplificação do discurso para facilitar sua circulação entre diferentes públicos.
Explicação
O texto descreve o uso de “dog whistles” (sinais de duplo sentido) por grupos neonazistas/supremacistas para driblar a moderação e, ao mesmo tempo, serem reconhecidos por quem já conhece os códigos (hashtags, siglas, emojis).
Esse tipo de estratégia funciona porque:
- passa “despercebido” para a maioria das pessoas;
- é identificado por um grupo específico, familiarizado com a referência;
- permite “negação plausível”, isto é, o emissor finge que não está fazendo apologia explícita.
Logo, a estratégia de influência mencionada é a produção de mensagens codificadas, compreensíveis principalmente por um público iniciado.
Alternativa correta: (B).
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