O tópico 2 aborda os limites da especialização, citando o alerta de Max Weber sobre o surgimento do “especialista sem espírito”. Esse modelo de produção do conhecimento, pautado pela herança positivista, fragmentou a realidade em pequenas partes independentes. Embora essa técnica permita o domínio de engrenagens específicas, ela costuma gerar uma cegueira em relação à totalidade do organismo e do sistema. Qual é a principal crítica feita à superespecialização do saber no material de apoio?
Questão
O tópico 2 aborda os limites da especialização, citando o alerta de Max Weber sobre o surgimento do “especialista sem espírito”. Esse modelo de produção do conhecimento, pautado pela herança positivista, fragmentou a realidade em pequenas partes independentes. Embora essa técnica permita o domínio de engrenagens específicas, ela costuma gerar uma cegueira em relação à totalidade do organismo e do sistema.
Qual é a principal crítica feita à superespecialização do saber no material de apoio?
Alternativas
a) Ela é a única via natural para a produção de ciência, sendo a interdisciplinaridade um conceito artificial.
b) Ela reduz a necessidade de professores pesquisadores, pois o conhecimento técnico é autossuficiente.
c) Ela promove um excesso de criatividade que impede o cumprimento rigoroso dos cronogramas escolares.
d) Ela torna os profissionais analfabetos sobre o “todo”, agindo como uma barreira que impede o diálogo entre saberes.
e) Ela facilita a integração entre o corpo humano e o cosmos de forma holística e sistêmica.
Explicação
O enunciado afirma que a superespecialização, herdeira de um modelo positivista, fragmenta a realidade em partes independentes. Embora permita dominar “engrenagens específicas”, gera cegueira em relação à totalidade do organismo e do sistema, isto é, dificulta compreender o conjunto.
Assim, a crítica central é que o especialista passa a conhecer muito de uma parte, mas fica incapaz de enxergar e articular o “todo”, além de criar obstáculos ao diálogo entre diferentes áreas do saber (interdisciplinaridade).
Analisando as alternativas:
- (a) Contraria o texto, que critica a fragmentação e sugere a necessidade de visão de totalidade.
- (b) Não é discutido no trecho.
- (c) Não tem relação com a crítica apresentada.
- (d) Retoma exatamente a ideia de “cegueira” para o todo e barreira ao diálogo entre saberes.
- (e) Diz o oposto (integração holística), o que não é a crítica.
Alternativa correta: (d).