Macroeconomia: Suponha que se verificam as seguintes relações numa dada economia: C = 100 + 0,8 Yd T = 0,25 Y TR = 300 − zY com z = 0,2 I = 210 G = 170 + d(Yp − Y), com d = 0,24 Yp = 2000 a) Determine a forma reduzida do modelo em relação ao rendimento. (10V). b) Calcule o valor do rendimento equilíbrio e do saldo orçamental, bem como os multiplicadores dos gastos autónomos. (5V) c) Confirma a condição de equilíbrio nesta economia (S + T − TR = I + G). Desdobre a poupança total da economia em poupança privada e em poupança pública. (5V).
Suponha que se verificam as seguintes relações numa dada economia:
C = 100 + 0,8 Yd T = 0,25 Y TR = 300 − zY com z = 0,2 I = 210 G = 170 + d(Yp − Y), com d = 0,24 Yp = 2000
a) Determine a forma reduzida do modelo em relação ao rendimento. (10V).
b) Calcule o valor do rendimento equilíbrio e do saldo orçamental, bem como os multiplicadores dos gastos autónomos. (5V)
c) Confirma a condição de equilíbrio nesta economia (S + T − TR = I + G). Desdobre a poupança total da economia em poupança privada e em poupança pública. (5V).
Dados do modelo
Temos:
- , com
E (rendimento disponível) é:
a) Forma reduzida do modelo em relação ao rendimento
Primeiro, escreva em função de :
Então o consumo:
Agora, a despesa pública:
Condição de equilíbrio no mercado de bens (modelo keynesiano simples): Substituindo: Somando constantes e coeficientes: Passando o termo em para o lado esquerdo:
Forma reduzida (em ): (Equivalentemente: .)
b) Rendimento de equilíbrio, saldo orçamental e multiplicadores dos gastos autónomos
Rendimento de equilíbrio
Já obtido:
Saldo orçamental
Defina o saldo orçamental como: Calcule cada item em :
- .
- .
- .
Então: Logo, há superavit orçamental de 85.
Multiplicadores dos gastos autónomos
Da equação reduzida: O “coeficiente induzido” total é (vem de do consumo e de ).
O multiplicador keynesiano do componente autónomo em é:
Assim:
- Multiplicador de (autónomo): .
- Multiplicador de um aumento autónomo em (na parte constante de ): .
- Multiplicador de um aumento autónomo em (na parte constante do consumo): .
- Multiplicador de um aumento autónomo em (a parte constante de transferências): como depende de e , então
c) Confirmar e decompor poupança (privada e pública)
1) Calcular poupança privada e pública
A poupança privada é: Em :
- .
- .
Logo:
A poupança pública (saldo do governo) é: Já temos , , :
A poupança total é:
2) Verificar a identidade
Primeiro calcule o lado esquerdo:
- Precisamos de (poupança privada, na forma usual da identidade): pela definição macro padrão, Vamos checar: Então .
Agora: Lado direito:
Assim, nessa forma escrita, NÃO fecha (585 ≠ 500).
O que fecha (identidade correta no modelo com impostos e transferências) é: isto é, Verificando: Condição de equilíbrio confirmada nessa forma correta.
Desdobramento da poupança total:
Alternativa correta: (sem opções).
Interpretei a questão como um modelo keynesiano de despesa agregada com impostos proporcionais, transferências dependentes de e despesa pública com componente automática em função do hiato .
-
Derivei : .
-
Substituí em : .
-
Escrevi : .
-
Impus equilíbrio: : . Logo .
-
Em : , , , então o saldo orçamental (superavit).
-
O multiplicador do autónomo em é . Para , como , então .
-
Poupanças: , então . . Total .
-
A relação fornecida na questão não bate com as definições usuais; a identidade que confirma o equilíbrio aqui é , que dá .
Alternativa correta: (sem opções).