Carlos, 61 anos, é cliente de Fernanda, profissional de investimentos de uma instituição financeira. Ele se aposenta em dois anos e diz que quer priorizar segurança e previsibilidade, mantendo parte dos recursos disponível para imprevistos. No mesmo período, o comitê econômico da instituição projeta novas altas na taxa de juros. Considerando o objetivo do cliente e o cenário de juros, a indicação adequada seria:
Questão
Carlos, 61 anos, é cliente de Fernanda, profissional de investimentos de uma instituição financeira. Ele se aposenta em dois anos e diz que quer priorizar segurança e previsibilidade, mantendo parte dos recursos disponível para imprevistos. No mesmo período, o comitê econômico da instituição projeta novas altas na taxa de juros. Considerando o objetivo do cliente e o cenário de juros, a indicação adequada seria:
Alternativas
concentrar a carteira em renda fixa pós-fixada, com Tesouro Selic, CDBs de liquidez diária e LCIs e LCAs cobertas pelo FGC, com prazos compatíveis com o uso previsto dos recursos.
concentrar os recursos em CRIs e CRAs de longo prazo, que oferecem taxas mais elevadas, ainda que sem liquidez até o vencimento e sem a cobertura do FGC.
alocar a maior parte em Tesouro Prefixado e debêntures de longo prazo, aceitando a marcação a mercado em troca de taxas nominais mais atrativas.
direcionar os aportes para LFs e LIGs de emissores privados, buscando prêmio sobre o CDI, ainda que com prazos longos e maior risco de crédito.
Explicação
Passo a passo:
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Perfil/objetivo do cliente (61 anos, aposentadoria em 2 anos): ele explicitou que quer segurança e previsibilidade e ainda manter parte do dinheiro disponível para imprevistos. Isso aponta para baixa tolerância a risco e necessidade de liquidez (ao menos parcial).
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Cenário projetado (novas altas de juros): quando se espera alta da taxa de juros, aplicações pós-fixadas atreladas ao CDI/Selic tendem a se beneficiar, pois a remuneração acompanha a elevação das taxas. Além disso, pós-fixados como o Tesouro Selic têm baixa volatilidade em comparação a títulos prefixados/longos (menor risco de marcação a mercado relevante no curto prazo).
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Adequação dos instrumentos:
- Tesouro Selic e CDB com liquidez diária atendem bem a necessidade de reserva para imprevistos, por terem liquidez e risco relativamente baixo (observando o risco do emissor no CDB).
- LCI/LCA com cobertura do FGC reforçam o pilar de segurança (limites e regras do FGC à parte) e podem compor a parcela com prazo compatível.
- A ideia de prazos compatíveis com o uso previsto é essencial para quem está perto de usar o dinheiro (aposentadoria em 2 anos), reduzindo risco de ter de vender ativos com perda.
- Por que as demais alternativas não são as mais adequadas:
- CRIs/CRAs longos: costumam ter baixa liquidez e não têm FGC, contrariando “segurança + recursos disponíveis”.
- Tesouro Prefixado e debêntures longas: em cenário de alta de juros, títulos prefixados longos tendem a cair de preço (marcação a mercado), o que vai contra previsibilidade no horizonte curto.
- LFs e LIGs longas: podem oferecer prêmio, mas envolvem prazos longos e maior risco/complexidade, e não atendem tão bem a necessidade de liquidez e previsibilidade para 2 anos.
Assim, a melhor indicação, alinhando segurança, previsibilidade, liquidez parcial e expectativa de alta de juros, é a alternativa com renda fixa pós-fixada (Selic/CDI) e instrumentos com liquidez e/ou FGC, com prazos casados ao objetivo.
Alternativa correta: (A).
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