Na década de 1970, um bem-sucedido executivo deixou a General Foods para encarar um desafio ousado: levar a pesquisa de Mercado para Hollywood e propiciar aos estúdios de cinema acesso aos mesmos métodos que haviam impulsionado o sucesso da gigante do ramo alimentício. Um grande estúdio entregou-lhe um roteiro de filme de ficção científica e pediu que pesquisasse e previsse se seria um sucesso ou um fracasso: sua opinião serviria como base para a decisão do estúdio de fazer ou não o filme. O executivo concluiu que o filme seria um fracasso. Em primeiro lugar, segundo ele, o caso Watergate tinha deixado os norte-americanos menos confiantes em suas instituições e, naquele momento, preferiam o realismo e a autenticidade à ficção científica. Além disso, o filme trazia a palavra 'guerra' no título. Seu argumento foi de que os norte-americanos, sofrendo da ressaca pós-Vietnã, boicotariam a película em massa. Qual era o filme e por que o executivo de marketing errou?
Questão
Na década de 1970, um bem-sucedido executivo deixou a General Foods para encarar um desafio ousado: levar a pesquisa de Mercado para Hollywood e propiciar aos estúdios de cinema acesso aos mesmos métodos que haviam impulsionado o sucesso da gigante do ramo alimentício. Um grande estúdio entregou-lhe um roteiro de filme de ficção científica e pediu que pesquisasse e previsse se seria um sucesso ou um fracasso: sua opinião serviria como base para a decisão do estúdio de fazer ou não o filme. O executivo concluiu que o filme seria um fracasso. Em primeiro lugar, segundo ele, o caso Watergate tinha deixado os norte-americanos menos confiantes em suas instituições e, naquele momento, preferiam o realismo e a autenticidade à ficção científica. Além disso, o filme trazia a palavra 'guerra' no título. Seu argumento foi de que os norte-americanos, sofrendo da ressaca pós-Vietnã, boicotariam a película em massa. Qual era o filme e por que o executivo de marketing errou?
Alternativas
O filme era o Resgate do Soldado Ryan. O pesquisador trouxe dados de esperança anulados pela vida real.
O filme era Jornada nas Estrelas. E demonstrava como funcionava a liderança das pessoas dentro de uma espaçonave que viajava pelo Universo apoiando os demais Planetas a conquistarem seus futuros. O pesquisador demonstrou que liderança não arrebata a democracia.
O filme era Bom dia Vietnã. O pesquisador soube informar como deveria ser o dia a dia dos soldados.
O filme era Guerra nas Estrelas. O que esse pesquisador forneceu foi mera informação, não uma visão.
O Filme era Guerra e Paz. O pesquisador forneceu dados de guerra, mas não a conquista da Paz.
Explicação
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Pelo enredo da questão: década de 1970; um executivo vindo da General Foods tentando aplicar pesquisa de mercado em Hollywood; um roteiro de ficção científica; o estúdio pede previsão de sucesso/fracasso; ele prevê fracasso porque (i) pós-Watergate o público preferiria realismo a ficção científica e (ii) por conter a palavra “guerra” no título, o público pós-Vietnã boicotaria.
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Esse caso é um exemplo muito conhecido associado ao lançamento de Star Wars (1977), cujo título em português é Guerra nas Estrelas. Ou seja, o filme citado só pode ser “Guerra nas Estrelas”.
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Por que o executivo errou?
- Ele extrapolou tendências gerais do contexto sociopolítico (pós-Watergate, pós-Vietnã) como se determinassem automaticamente o comportamento do público diante de uma obra específica.
- Confiou em “sinais superficiais” (o gênero ficção científica e a palavra “guerra” no título) e tratou isso como preditor decisivo de rejeição, sem captar o apelo central do produto cultural: narrativa mítica/aventura, personagens, inovação, entretenimento e experiência cinematográfica.
- Em termos de marketing/estratégia, ele ofereceu informação (dados e interpretações do momento) mas não uma visão do potencial do filme: não percebeu a demanda por escapismo e por histórias épicas, nem o caráter universal do conflito “bem vs. mal” que poderia atrair grandes públicos.
Assim, o filme era “Guerra nas Estrelas”, e o erro foi tomar dados/contexto como destino (previsão determinista), em vez de compreender a proposta e o potencial do produto (visão).
Alternativa correta: (D).