“Situar a língua inglesa em seu status de língua franca implica compreender que determinadas crenças – como a de que há um “inglês melhor” para se ensinar, ou um “nível de proficiência” específico a ser alcançado pelo aluno – precisam ser relativizadas. Isso exige do professor uma atitude de acolhimento e legitimação de diferentes formas de expressão na língua, como o uso de ain’t para fazer a negação, e não apenas formas “padrão” como isn’t ou aren’t. Em outras palavras, não queremos tratar esses usos como uma exceção, uma curiosidade local da língua, que foge ao “padrão” a ser seguido. Muito pelo contrário – é tratar usos locais do inglês e recursos linguísticos a eles relacionados na perspectiva de construção de um repertório linguístico, que deve ser analisado e disponibilizado ao aluno para dele fazer uso observando sempre a condição de inteligibilidade na interação linguística” (Brasil, 2018, p. 242). Com base no texto, podemos afirmar que:

Questão

“Situar a língua inglesa em seu status de língua franca implica compreender que determinadas crenças – como a de que há um “inglês melhor” para se ensinar, ou um “nível de proficiência” específico a ser alcançado pelo aluno – precisam ser relativizadas. Isso exige do professor uma atitude de acolhimento e legitimação de diferentes formas de expressão na língua, como o uso de ain’t para fazer a negação, e não apenas formas “padrão” como isn’t ou aren’t. Em outras palavras, não queremos tratar esses usos como uma exceção, uma curiosidade local da língua, que foge ao “padrão” a ser seguido. Muito pelo contrário – é tratar usos locais do inglês e recursos linguísticos a eles relacionados na perspectiva de construção de um repertório linguístico, que deve ser analisado e disponibilizado ao aluno para dele fazer uso observando sempre a condição de inteligibilidade na interação linguística” (Brasil, 2018, p. 242).

Com base no texto, podemos afirmar que:

Alternativas

Alternativa 1: O uso de estruturas como "ain't", "isn't" e "aren't" podem ser considerados ao abordar o ensino da gramática da língua inglesa.

94%

Alternativa 2: O uso de "ain't" deve ser evitado nas aulas de língua inglesa por ser utilizado apenas por poucos dialetos.

Alternativa 3: A língua inglesa como língua franca possibilita ensinar expressões agramaticais.

Alternativa 4: Apenas alunos altamente proficientes deveriam aprender o uso correto de "ain't".

Alternativa 5: A palavra "ain't" é legítima, pois apenas falantes nativos de inglês americano usam esta expressão.

Explicação

  1. O texto defende que, ao entender o inglês como língua franca, certas crenças precisam ser relativizadas, como a ideia de existir um “inglês melhor” para ensinar ou um único “nível de proficiência” ideal.

  2. Nesse sentido, o professor deve adotar uma postura de acolhimento e legitimação de diferentes formas de expressão na língua, incluindo usos como ain’t para negação, e não somente as formas consideradas “padrão” como isn’t e aren’t.

  3. O trecho afirma explicitamente que não se deseja tratar esses usos como “exceção” ou “curiosidade local”, mas sim como parte de um repertório linguístico a ser analisado e disponibilizado ao aluno, desde que se mantenha a inteligibilidade na interação.

  4. Portanto, a alternativa correta é a que reconhece que diferentes estruturas (ain’t, isn’t, aren’t) podem ser consideradas no ensino de gramática, sem proibi-las ou restringi-las a grupos específicos.

Análise das demais:

  • (2) Contraria o texto, que propõe legitimar o uso, não evitá-lo.
  • (3) O texto não diz “ensinar expressões agramaticais”; diz legitimar variedades/recursos locais considerando inteligibilidade.
  • (4) Não há restrição a “alunos altamente proficientes”.
  • (5) É falsa e restritiva: o texto não limita o uso a nativos americanos.

Alternativa correta: (1).

Questões relacionadas

Ver últimas questões

Comece a estudar de forma inteligente hoje mesmo

Resolva questões de concursos e vestibulares com IA, gere simulados personalizados e domine os conteúdos que mais caem nas provas.

Cancele quando quiser.